BEAUTIFUL HOUSE – JOGOS MENTAIS NUMA BELA CASA

Beautiful House

Estou longe de ser crítica de teatro, de cinema ou de arte, por isso, o meu comentário sobre BEAUTIFUL HOUSE vale o que vale: a visão de uma simples espectadora que talvez não tenha conhecimentos suficientes de palco para compreender a profundidade de uma representação.

Feito o disclamer, fui convidada para ir ver a peça que invadiu as Caves do Liceu Camões, em Lisboa, e que já chegou às páginas de algumas das revistas mais conhecidas da capital.

BEAUTIFUL HOUSE nasceu da cabeça de Pedro Sousa Loureiro e depressa foi acarinhada e levada a palco por ele e nomes que talvez não conheça, mas que pode possivelmente ouvir falar num futuro muito próximo: Gilvanio Souza aka Gigi, Marta Barahona Abreu, Susana Blazer, Joana Campelo e Isabél Martins Zuaa Mutange.

O resultado é um diálogo muitas vezes (a maioria) sem nexo, em cenários estranhos, mas com performances pessoais que se destacam no meio de toda a loucura.

Desde o olhar perfurante de Susana Blazer, a voz encantadora de Joana Campelo ou a presença tanto ao quanto nazi de Marta Barahona Abreu, todos têm um papel importante nesta peça, mesmo que não tenha conseguido entender o porquê… é que, realmente, durante todo o tempo que esta durou tentei criar na minha cabeça um fio condutor, uma história, um enredo… mas nada…

Beautiful House

Talvez o que me fez mesmo mais sentido foram os acordes de Mário André Oliveira aka MAGO. As suas músicas fizeram a união entre todas as seções, criaram ritmo e ajudaram nas passagens. Sem nunca abrir a boca, MAGO tem um papel tão importante como os restantes atores, que gritam, pulam, interagem com o público e causam mossas no nosso intelecto.

Tantas vezes digo que as artes contemporâneas não são as minhas preferidas, mas com esta peça aprendi uma coisa: quando estamos a assistir a uma atuação desta natureza temos que deixar de tentar lhe dar sentido, como aquele que atribuímos às abordagens mais clássicas. Há que olhar ao particular, ao individual e, só assim, podemos ver o BELO que reside por detrás de tudo isto.

Depois de várias sessões esgotadas, BEAUTIFUL HOUSE vai regressar de dia 1 a 17 fevereiro às Caves do Liceu Camões.

Se estiver por Lisboa nessas datas, vá até lá!

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