FORTE DE GALLE — VIDA COLONIAL

Forte de Galle

Fui com uma lista estudada dos locais que queria visitar quando, no final do ano passado, visitei o Sri Lanka. O país em forma de lágrima, mesmo junto à Índia, guarda em si séculos de tradição e história e isso é testemunhado pelas suas cidades antigas e pelo Forte de Galle.

A cerca de 100 km da capital, Colombo, e bem perto do lugar onde fiquei alojada a sul, Galle ganhou ainda mais sentido para mim ao saber que, em 1505, uma embarcação portuguesa, com destino às Maldivas, parou ali para se refugiar de uma tempestade.

Forte de Galle
Vista do Forte de Galle

Contam os guias que a bordo estaria um galo e que ao ouvi-lo cantar decidiram chamar àquela nova terra Galle. Porém, outros movimentos defendem que o nome da cidade provem da palavra em Sinhala, gala (rocha). Bem, confesso que a primeira teoria é bem mais interessante. 😉

O registo português continua durante anos, inclusivamente com a construção de um pequeno forte, a que chamaram Santa Cruz. Mas com a entrada dos holandeses, todos os traços foram apagados e, em 1663, surgiu a fortaleza que hoje podemos visitar.

Percorrer as ruas do Forte de Galle

Entrei nas muralhas pelo portão antigo sob um brasão holandês, junto ao Museu Marítimo de Arqueologia e indo ao encontro do grande largo rodeado por tribunais.

Forte de Galle
Portão Antigo

Os carros podem circular no interior do forte, mas o melhor será mesmo percorrer as ruas a pé, por entre prédios históricos, igrejas, mesquitas, pequenas lojas e restaurantes.

Forte de Galle
Ruas do forte

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Forte de Galle
Mesquita perto das muralhas

O Hospital Holandês foi a segunda paragem. Este antigo edifício colonial do séc. XVIII, que em tempos recebeu doentes, hoje dá lugar a uma série de lojas e restaurantes, com mesas que se estendem pelas varandas viradas para o mar.

Forte de Galle
Antigo Hospital Holandês

Daí, seguindo o traçado das muralhas, a vista vai conquistando, ao mesmo tempo que nos aproximamos de outro ícone deste local: um farol com 18 metros de 1938 que ainda hoje funciona.

Forte de Galle
Farol do forte

Optámos então por cruzar as ruas interiores para chegar à antiga Igreja Holandesa e ao Bastião do Sol, com a sua Torre do Relógio e uma vista sobre o Estádio Internacional de Cricket (outra das heranças dos povos que por ali passaram).

Forte de Galle
Igreja Holandesa
Forte de Galle
Torre do Relógio
Forte de Galle
Bastião do Sol

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Onde comer e dormir no Forte de Galle

Como disse, fiquei alojada em Ahangama, mas no interior das muralhas de Galle existem inúmeros alojamentos, para todos os gostos e todas as carteiras.

Escolha AQUI o melhor lugar para passar a noite rodeado de História.

Quanto às refeições, segui as sugestões do Lonely Planet e fui descobrir o restaurante Elita, perto do farol. Completamente recomendado! Principalmente o carpaccio de atum e os camarões. Gostámos de tal forma, que na nossa última noite no Sri Lanka voltámos lá. 🙂

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Espreitem o video desta visita ao Forte de Galle:

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12 comments

  1. Ai que já me via a passear pelas ruas do Forte de Galle, tão cheias de alma, tão unicas e especiais. Não vejo a hora de ir ao sri lanka, aquela desculpa formidavel para voltar a India e plimm dar um saltinho aí hehe

  2. Tantas pessoas que conheço que foram recentemente ao Sri Lanka… está-me mesmo começar a apetecer visitar o país! E o Forte de Galle pareceu muito fixe, ainda com influência portuguesa 🙂 bjs

  3. É sempre bom ter um Lonely Planet na mochila, nem que seja para uma consultinha básica, né? Amei as dicas do Sri Lanka e tenho acompanhado seus relatos da trip. Estou totalmente encantada!

    1. Oi, Dayana! Sim, o LP é sempre o companheiro escolhido para conseguir boas dicas de alojamento e restaurantes Obrigada por acompanhar os posts. Nas próximas semanas vou desvendar mais locais incríveis no Sri Lanka

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