7 experiências gastronómicas que o vão fazer viajar… ou talvez não

World Food

Sou portuguesa e, para quem não conhece a cozinha mais típica do meu país, esta tem um manancial de pratos que metem susto até aos mais adeptos de experiências gastronómicas.

Do porco, comemos tudo! Desde as orelhas, ao focinho, aos chispes e até os testículos… sim, os testículos. Da galinha, as patas são uma iguaria na sopa. A mioleira de vaca ou cabrito é muito apreciada. As cabeças do peixe (olhos e tudo) servidas como prato principal. Enfim, podia estar aqui a escrever linhas e linhas sem fim sobre inúmeras preciosidades alimentares, mas não vos vou maçar. Apenas garanto já que todos esses pratos são deveras deliciosos.

Habituada a uma cozinha tão rica como de diferente, era de prever que assim que me apanhasse lá fora provasse tudo o que me viesse à mesa. Mas a verdade é que até sou um pouco conservadora e não me lembro de nenhum prato suis generis que tivesse experimentado no estrangeiro. Ainda.

Por isso, curiosa sobre o que este mundo tem para oferecer de diferente no que diz respeito à gastronomia, desafiei um grupo de viajantes a contar as suas histórias mais incríveis. Preparem-se para ficarem arrepiados ou, então, cheios de vontade de experimentar.

 

Cassie, Mexico Cassie

Mexico Cassie

Mexico Cassie – All Rights Reserved

“O meu marido fez-me fazer isto. Nós estávamos a viajar pela Ásia por seis meses e, quando nos encontrávamos na China, ele decidiu que tinha passado tempo demais em cidades grandes e que precisava de ver uma aldeia.

Então dirigimo-nos a Jinan, uma cidade chinesa da qual poderíamos ir ao encontro de uma aldeia. E foi o que fizemos. Quando parámos para lanchar num café, ele descobriu que havia escorpiões no menu. Então pediu-os. Claro.

Para ser honesta, eles não sabiam a muito, exceto ao sal e ao óleo em que haviam sido preparados. Isso é o que eu costumo achar dos insetos, que não têm sabor exceto aquele que o cozinheiro humano adicionou.

Nós agora moramos no México e a minha filha de três anos adora comer gafanhotos (chapulines), então talvez algumas pessoas gostem de comer insetos mais do que outras.”

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Nathan Aguilera, Foodie Flashpacker

Foodie Flash Packer

Foodie Flash Packer – All Rights Reserved

“Durante os meus quase quatro anos na estrada tentei muitas coisas loucas. Um cheeseburger de bacon de cavalo na Eslovênia (o bacon e o rissol foram ambos feitos de carne de cavalo!), traseiros de frango grelhado em Taiwan (mas que raio é a parte crocante??) e todos os tipos de insetos em toda a Ásia.

Uma das coisas mais loucas que eu tentei foi uma cara de ovelha assada durante um passeio gastronómico por Marrakech, em Marrocos.

Quando eles serviram o prato, eles serviram a cabeça inteira. Não era uma pilha de carne de aparência genérica, onde nos podemos convencer que talvez seja carne de vaca. Era toda a cabeça.

“Quem quer ir primeiro?”, perguntou o nosso guia. Eu ofereci-me, é claro.

Quando tentei gentilmente empurrar para encontrar uma porção, ele disse: “Não, você tem que fazer isso assim”, e descascou toda a cabeça revelando carne por baixo.

Uma vez que experimentei, na verdade, é realmente bom! Comi mais que a minha dose, já que outros eram um pouco mais céticos.

Por isso, se lhe for oferecida uma cabeça de ovelha assada, não seja tímido — é delicioso!”

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Sarah McAlister, The Whole World or Nothing

The Whole World or Nothing

The Whole World or Nothing – All Rights Reserved

“Não esperávamos entender muito ou ser capaz de ler qualquer coisa enquanto viajávamos na China. Mas somos muito aventureiros quando se trata à comida e geralmente experimentamos qualquer coisa pelo menos uma vez, por isso não estávamos muito preocupados. No entanto, um dia conseguimos ter uma experiência maior do que aquela que estávamos à espera.

Em Chengdu existem uns hotpots ou firepots onde você escolhe os ingredientes crus, carne e/ou vegetais, e cozinha você mesmo na sua mesa numa enorme panela de caldo apimentado em ebulição. Neste restaurante em particular, eles tinham uma enorme lista de ingredientes e não fazíamos ideia o que escolher. Então, quando o empregado nos indicou que poderia escolher por nós, aceitámos com prazer.

Tornou-se numa refeição particularmente interessante, incluindo intestinos de ganso, sangue de porco congelado, acompanhado de crisântemos, a flor certa. Para ser justa, não sei o que esperávamos e, na verdade, não foi nojento, mas não é algo que optássemos escolher de novo. Também, o sangue congelado é realmente difícil de pegar com pauzinhos.”

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Gary Low, 2-Week Trips

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2Week Trips – All Rights Reserved

“Passei um dia de trekking na selva montanhosa do norte da Tailândia e, finalmente, cheguei a uma aldeia remota pertencente à tribo Lisu. Enquanto descansava na cozinha, o meu guia começou a aquecer o wok e, casualmente, perguntou se eu alguma vez tinha experimentado vermes de bambu.

“Não, mas com certeza não me importaria de experimentar um”.

5 minutos depois, claramente tinha havido uma falta de comunicação e olhei para baixo para um prato cheio de vermes frescos.

Como podem imaginar, a primeira tentativa foi a mais difícil, especialmente depois de ver o corpo segmentado e a cabeça sem características. Apesar da fritura, ainda se parecia muito com… um verme. Depois de um momento de apreensão, tomei um gole de vinho de arroz e engoli o primeiro por inteiro.

“Sem grande gosto”, pensei. Isso foi promissor, então comi o seguinte. Inspecionando-o para ver se dava algum sinal de vida (não havia nenhum), tomei a iniciativa e trinquei-o. Para minha surpresa, realmente tinha a textura das batatas fritas. Do tipo estaladiça, mas um pouco suave depois de deixá-la fora por muito tempo. No que diz respeito ao sabor, era bastante sem graça com um gosto a óleo, por isso desceu bem.

Em resumo, tomei-lhe o gosto depois de mais alguns e, eventualmente, devorei o prato todo.”

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James, Worldwide Shopping Guide

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“Eu comi algumas coisas bastante loucas nas minhas viagens e sempre assumi que a mais estranha (leia-se: pior) de todas seria na Ásia ou em algum outro lugar igualmente exótico. Mas pensando bem, acho que a coisa mais esquisita que comi foi em Espanha. O prato chama-se “Morro”, o que se traduz como focinho, e é exatamente isso que é: focinho de porco cortado.

Não me preocupei em procurar no Google Translate antes de fazer o pedido. Eu geralmente não sou esquisito e como o que me é colocado à frente. Se eu soubesse, provavelmente teria pedido à mesma. Eu já comi orelhas de porco (Oreja a la Plancha) em Madrid antes, juntamente com algumas outras partes desagradáveis ​​do porco, e geralmente gosto de experimentar qualquer coisa pelo menos uma vez.

Porém, Morro foi uma surpresa, principalmente porque a carne ainda tinha pêlos agarrados. Tinha sido frita, como muitos pratos espanhóis são, o que significou que todas as cerdas eram agora mais estaladiças. No final, consegui comer uma ou duas peças dizendo a mim mesmo que se consta do menu é porque não é assim tão mau. No entanto, não me consegui convencer, e rapidamente paguei a conta e sai antes de me fazerem qualquer pergunta.”

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Inma Gregorio, A World to Travel

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“Mesmo ao lado de Teotihuacan — os famosos vestígios arqueológicos perto da Cidade do México —, há um desses restaurantes que não passam despercebidos: La Gruta.

Este restaurante está lá desde 1928, quando o avô do dono de hoje começou a servir refeições aos muitos visitantes que ali iam. Está localizado dentro de uma ampla caverna semi-aberta que era anteriormente usada para guardar e conservar as colheitas de milho. Atualmente, Carlos Cedillo, o chef executivo, assegura que lá vai deixa o local feliz e disposto a voltar.

Se quiser fazer de turista, experimente as suas margaritas xoconostle [fruto de cacto], o guacamole caseiro, as chapulines (grilos e gafanhotos), escamoles (ovos de formigas), vermes brancos, huitlacoche e quesadillas de quelites, barbecue de carneiro e bolo de milho para a sobremesa.

Aqui estão algumas outras coisas para fazer, ver e comer na Cidade do México.”

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Jason Mullin, Edible Adventure Travel

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“Conhecido nas Filipinas como um dos snacks mais apreciados e um desafio para os turistas suficientemente aventurosos — o embrião de pato em desenvolvimento cozido. Um feto, se quiser. Também comum em algumas outras áreas da Ásia, foi no Vietnam que eu me entreguei pela primeira vez a este prato saboroso. Com um desenvolvimento geralmente entre 15-21 dias, varia de acordo com a preferência local. Em estado de maturação mais avançado, os ossos desenvolvem-se adicionando um pouco de crunch à experiência e uma ou outra pena que pode ficar presa entre os dentes.

Nas Filipinas é servido na casca, escondendo de algum modo o que está a ser consumido. Em Hanói, era diferente. Totalmente descascado e num pequeno prato, colocado no seu suco natural, parecia com o que eu apenas posso imaginar que pareça um ovo alienígena ou um testículo canceroso. Elevei o prato com os condimentos disponíveis. Uma juliana fina de gengibre, coentro vietnamita e sal. Fiquei surpreso com o quão bom era. Parecido com um ovo de pato mais rico e com texturas que conquistam. A gema era mais densa e com um toque mais seco e, se tiver a sorte de morder uma parte estaladiça, é bem provável que se encolha. Experimente um na rua e tenha a sua própria experiência!”

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Esta última história é bem forte, hein?! Era capaz de experimentar este ou outro prato desta lista? Quais foram as suas experiências gastronómicas mais marcantes? Conte a sua aventura na caixa de comentários em baixo.

 

Experiências Gastronómicas Incríveis

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