UM OLHAR SOBRE O CENTRO PORTUGUÊS DE FOTOGRAFIA

Bem no centro do Porto, mesmo ao lado da Torre dos Clérigos, o bonito edifício da antiga Cadeia da Relação alberga hoje o Centro Português de Fotografia.

Esta instituição procura recolher, tratar e salvaguardar o património arquivístico e fotográfico nacional.

Numa das minhas últimas visitas à Invicta fui conhecê-lo e encontrei um local cheio de memórias. Do Porto e de Portugal.

Neste artigo vai conhecer a história do edifício, as exposições e todas as informações úteis que tem que saber para uma visita na sua próxima ida ao Porto. E, porque afinal de contas estamos a falar de fotografia, algumas galerias com as imagens que recolhi.


O EDIFÍCIO DA CADEIA DA RELAÇÃO

Exterior do Centro Português de Fotografia

Exterior do Centro Português de Fotografia

Quando entrar no Centro Português de Fotografia está entrar numa antiga cadeia e tribunal, mandada erguer em 1767.

O edifício, da autoria do arquiteto Eugénio dos Santos e Carvalho, que demorou quase 30 anos a ser construído, veio alojar a Cadeia e Tribunal da Relação, cujas caraterísticas da construção e acabamentos podem ainda hoje ser vistos.

Os presos eram distribuídos por três pisos, de acordo com o crime que haviam cometido, o estatuto social e o poder económico que possuíam. Do piso térreo, o pior local, húmido, com pouca luz, ao último piso, destinado a pessoas de “condição superior”.

Para além das grossas paredes em granito, das grades duplas ou das portas em ferro, o sentimento de cadeia vem ao de cima quando nos encontramos no Pátio dos Presos, o saguão principal, rodeados de celas.

As câmaras permanecem austeras, cortadas hoje pela vida trazida pelas fotografias expostas nas paredes.

A velha cadeia foi desativada depois da Revolução de Abril, em 1974, tendo sido até essa data um exemplar único da arquitetura judicial/prisional do Estado Novo.

Saiba ainda que pela antiga Cadeia da Relação passaram alguns nomes portugueses conhecidos, como Camilo Castelo Branco e Aurélio Paz dos Reis.

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O ESPÓLIO FOTOGRÁFICO

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Para lá das exibições temporárias e workshops que recebe anualmente, o Centro Português de Fotografia tem exposições permanentes.

No Núcleo Museológico António Pedro Vicente vai encontrar um repositório de máquinas fotográficas, desde o séc. XIX aos dias de hoje.

Das câmaras daguerreotípicas (antigo processo fotográfico para fixar numa chapa sensibilizada as imagens obtidas na câmara escura) às descartáveis atuais, passando pelas câmaras de foles, revisitando os “impérios” da Kodak, Leica e Polaroid, neste local vai fazer uma viagem pelo mundo dos equipamentos de fotografia.

Tenha em consideração que, durante este ano, o Centro encontra-se em trabalhos de manutenção e o acesso a alguns espaço pode estar condicionado. Consulte o site para mais informação.

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INFORMAÇÕES ÚTEIS

Vista para o exterior

Vista para o exterior

Como disse no início, o Centro Português de Fotografia fica no edifício da antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, mesmo perto da Torre dos Clérigos, no Largo Amor de Perdição (nome de um dos livros mais conhecidos de Camilo Castelo Branco — irónico, não?!).

Para entrar em contacto com o Centro poderá fazê-lo através do +351 220 046 300 ou pelo email mail@cpf.dglab.gov.pt.

E agora a melhor parte: a entrada é gratuita!

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